sábado, 3 de julho de 2010

Virá que eu vi: Um índio desceu na campanha de Serra e pode até exterminar toda a tribo tucana


Em 1976, quando Caetano Veloso gravou a canção "Um Índio" num álbum dos Doces Bárbaros, seria impossível prever que sua profecia se realizaria em plena disputa presidencial de 2010. Impávido que nem Muhammed Ali, apaixonadamente como Peri, tranquilo e infalível como Bruce Lee, um índio desceu de uma estrela colorida e desembarcou na campanha de José Serra. E, assim como num típico verso de Caetano, "as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer assim de um modo explícito". Aliás, nem Serra deve saber, pois antes de definir seu companheiro de chapa, que será o deputado federal Índio da Costa, havia tido um único encontro com ele. Se perguntarem ao jovem parlamentar do DEM o que dirá ou fará, nem o próprio saberá responder. Índio da Costa é, antes de tudo, um grande salto no escuro. Um mergulho no abismo.

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